O “pré-Natal”

Vega - Constelação Lyra
Estamos novamente nos preparando para as festividades de final de ano: presentes para os entes queridos, lembranças para o amigo-secreto do trabalho, viagem de férias, quitutes para a ceia, espumante para a chegada do novo ano. Então pergunto: temos o que brindar? Como foi o decorrer do ano que já está quase se despedindo?
Tantas mensagens e desejos de prosperidade e amor foram trocadas no Natal passado, mas o que, de fato, foi colocado em prática? É uma tradição presentear, se preocupar em agradar as pessoas mais próximas, porém, é preciso pensar em muito mais do que a satisfação material. Vivemos em um mundo consumista que nos faz pensar que só demonstramos sentimentos quando damos para o outro um presente de “valor” e esquecemo-nos de ver o valor onde ele realmente está: escondido (ou não) em cada coração.
E aquele amigo-secreto do trabalho? O conhecemos realmente? Ou vamos à festa de Natal, compartilhamos presentes e abraços e durante o ano que passou nem um “bom dia” ou uma gentileza foram trocados? Agradável é a confraternização diária, é fazer com que o ambiente de trabalho se torne um presente semanal, refletindo em um final de ano verdadeiramente motivador para que o próximo ano prospere.
Muitos são os planos para o Natal e Ano Novo, as cidades ganham brilho e cor e eu, particularmente, volto para os ares de minha infância, fase da vida onde o Natal é muito mais mágico e esperado, não pelos presentes, mas pelo fato de que as crianças sentem tudo com mais intensidade e deixam que o verdadeiro espírito natalino invada seus sentimentos. Além de preparar ruas e casas devemos preparar nossos corações e revigorar a alma, deixar que tantos votos e felicitações adentrem nossa mente e se concretizem na medida do que está reservado para cada um.
“Fazer” um Natal é simples, faz tempo que estamos praticando. “Ser” o Natal é o que realmente temos deixado de lado, é o que, muitas vezes, esquecemos ou colocamos em segundo plano. E ser é sempre o mais importante.

Os “poréns” da coisa toda

Devaneios de uma leitora compulsiva




É um misto de vazio, tristeza, raiva e reflexão. Todos têm uma única certeza após o nascimento: a morte. E como agimos diante disso? Não temos como agir, é inevitável para qualquer um. Temos como agir em vida. E o que fazemos? Nada. É. Não fazemos absolutamente nada, vivemos como se fôssemos seres eternos. Sinto-me triste e ao mesmo tempo com raiva, desperdiçamos tanto tempo nos preocupando com o que não podemos mudar e com ações que, por obrigatoriedade, deveriam ser mudadas. O fato é que ninguém pensa a todo o momento que vai morrer, ainda bem. Mas pensamos na vida, por que não vivê-la da melhor forma possível e no presente do indicativo? “Por isso, por aquilo, se isso, se aquilo”, sempre tem um “porém” que atravanca tudo, mas, “porém” nenhum atravanca a morte, principalmente a morte em vida. Deixamo-nos morrer aos poucos, quando desistimos de nossos sonhos, quando fechamos os olhos para as injustiças, quando, na correria do dia-a-dia, deixamos de olhar para o lado, observar a natureza, sorrir para alguém em um gesto de carinho, quando deixamos de fazer o bem para o outro e para nós mesmos... Somos um pouco (ou muito) responsáveis pela nossa morte.
Obrigamo-nos a certas coisas. O que nos obriga? Não sei. Somos impelidos a ações pouco ou nada condizentes com nossos sonhos, por necessidade ou conveniência, mas é tão difícil sentir-se assim, impotente. É como se tudo fizesse sentido ao mesmo tempo em que parece sem lógica. Por que viver para morrer? Ou morremos para viver novamente? Tudo é repleto de indagações, impossíveis de serem fechadas em um ciclo perfeito, pois a vida não é um ciclo perfeito, ela deixa espaços em muitos sentidos e somos nós os responsáveis por escolhermos onde o espaço será deixado.
A maioria dessas reflexões veio à tona após eu ter lido “A culpa é das estrelas” de John Green. Destaco, no momento, dois trechos:
“Alguns infinitos são maiores que outros… Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado.”
“As marcas que os seres humanos deixam são, com frequência, cicatrizes.”
Se nosso infinito é limitado, por que nos abstemos a marcar o mundo com cicatrizes, vivemos com nossas mágoas e produzimos mágoas. Sim, somos seres humanos imperfeitos em sua missão milenar de evoluir espiritualmente, mas por que a cumprimos em passos tão lentos e inexpressivos? No livro, os personagens sabem que “aparentemente, o mundo não é uma fábrica de realização de desejos”, como o autor coloca. E não é mesmo, mas eles, em seu infinito temporário e instável, realizaram desejos um do outro, “se fizeram felizes”. Isso falta para as pessoas, não só ser feliz, mas fazer feliz.
É fictício, eu sei. Também sei que não posso sair por aí realizando desejos alheios, visto que não consigo nem mesmo realizar todos os meus e isso me deixa frustrada. Se somos incapacitados de realizar todos os grandes desejos de quem amamos, pelo menos devemos tentar ser para o outro o nosso melhor, fazer de quem convive conosco um ser melhor por conviver conosco, por saber que estamos presentes de forma completa, sem medo de se doar e ser feliz. Se vivemos relativamente pouco, por que não nos é permitido mais? Ou, o que não nos deixa permitir mais? Uma resposta minha para isso é que vivemos mecanicamente, como robôs programados: vamos nascer, crescer, estudar, trabalhar, buscar dinheiro, melhorar de vida (ou não), talvez casar e ter filhos, trabalhar, buscar dinheiro, melhorar de vida (ou não), envelhecer e, bom, o que se segue todos sabem. Não que não seja correto. Mas viver aprisionado ao “buscar dinheiro” não é correto. E, não sei... Mas tenho a leve impressão de que trocamos nossos sonhos pelo “buscar dinheiro”. Não se consegue praticamente nenhum substantivo concreto sem dinheiro, mas a vida é impossível sem sonhos, buscar o equilíbrio é primordial.
Outra frase do Sr. John Green: "Meus pensamentos são estrelas que eu não consigo arrumar em constelações." Parece que encaixa perfeitamente com o que sinto agora. Está tudo dentro de mim como se eu fosse um armário antigo com diversas gavetas, algumas delas organizadas, outras pouco abertas e aquelas que estão uma bagunça total. E temos o péssimo hábito de não arrumar gavetas...

- I -

Mesmo que meu corpo não esteja lá,
minha alma segue bailando com as fadas, ao som do vento.
As cores encantam os olhos e a alegria desperta.
Estamos serenas, estamos em paz.



Depoimento para Estudo de Viabilidade





Domingo, 7 de abril de 2013.

            Tive o prazer de iniciar o Curso Superior de Tecnologia em Agropecuária: Agroindústria, pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul - UERGS, no ano de 2006, logo após o término do Ensino Médio, feito que só foi possível graças ao fato da UERGS estar localizada na minha cidade, Sananduva – RS, e ser gratuita, do contrário, provavelmente, eu não teria uma formação superior.
            Os cursos oferecidos pela UERGS estão voltados à realidade de nosso Município, obviamente que cursos mais tradicionais como Administração, Direito, Ciências Contábeis e até mesmo Agronomia são importantes, mas, de que adianta toda essa formação se não há ações na “fonte”, ou seja, se não houver profissionais aptos que agreguem valor a nossa base econômica que é a agropecuária? É esse o foco do Grau conferido aos que se formam pela UERGS, pensar e colocar em prática os melhoramentos para a agricultura e pecuária, fazendo com que os profissionais conheçam melhor nossa realidade e busquem incentivos e qualidade para as atividades agropecuárias, tudo isso com responsabilidade social e ambiental.
            Essa realidade só é possível graças ao empenho dos professores, que possuem mestrado, especializações, doutorado e muito conhecimento para transmitir e integrar dentro da base curricular que é objetiva e voltada, inteiramente, à melhor concepção e entendimento dos cursos oferecidos, e, claro, para a formação de excelentes profissionais. Além disso, durante o período em que eu cursava na UERGS, tive oportunidades que agregaram ainda mais conhecimentos, como: cursos de capacitação, palestras, visitas técnicas, seminários, semanas acadêmicas, mostras, oficinas e estágio.
            Com relação ao último item, o estágio, posso dizer que este garantiu emprego após a minha formação. Porém, pelo fato de eu já estar trabalhando e também ter passado em um Concurso Público, optei por continuar desempenhando as atividades que já estavam em curso. Mas, sou convicta de que a UERGS me preparou para a vaga de emprego que me foi disponibilizada e principalmente melhorou minha vida e ampliou meus horizontes de conhecimento. Serei eternamente grata a UERGS e todos os seus colaboradores.

Angela Loregian Carbonera
Tecnóloga em Agropecuária: Agroindústria
Formada pela UERGS em 2009.

A responsabilidade do homem


Inicio com perguntas simples, porém reflexivas:
- Para o que você deixa sua mente aberta? O que os seus olhos querem ver? O que deseja aos outros? Sabe agradecer e faz isso diariamente?
Há, indiscutivelmente, um poder de atração em cada ser humano, atraímos pessoas e energias de acordo com o que estamos emanando em um determinado momento, da mesma forma funcionam nossas ideias e crenças. Os ideais de fé, amor, justiça, comprometimento e honestidade só se solidificarão em nossa mente se esta estiver receptiva para tanto e concentrada no bem. Temos sim, batalhas e contratempos que nos desanimam no decorrer do caminho, mas, se cultivarmos a força de vencer, muito é possível.
Hoje em dia, presenciamos muitas coisas que entristecem os olhos e enfraquecem a alma e queremos ver a mudança, mas, em primeiro lugar, devemos ser esta mudança. O que a humanidade está fazendo com a liberdade que Cristo conquistou para nós? Já passou da hora de certas atitudes serem repensadas e isso começa em cada um. O problema não são apenas as grandes tragédias, mas, também, os pequenos "maus comportamentos" que julgamos inofensivos e que poluem o mundo, desviando-o do divino.
Temos o dom de disseminar o amor, querer o bem do outro é o mesmo que sintonizar com os planos de Deus, é saber que, neste mundo, somos uma grande família, que precisa permanecer unida e em paz, buscando evoluir juntos. Quem deseja o mal atrai o mal e o ciclo segue assim, com constantes trocas de negativismo e sentimentos retrógrados ao processo de agregação de valores e ascensão da fé. Portanto, nossos desejos devem ser regados de ternura e, palavras e gestos, doces, mesmo que tudo ao redor grite pelo contrário.
E agradecer... Agradecer sempre! Sofremos, choramos, perdemos e caímos, mas, temos mais agradecimentos a fazer, durante nossas orações, do que súplicas ou pedidos, pois o plano celeste nos encaminha dádivas que proporcionam alegrias e provações para que busquemos valorizar o que realmente importa. Todos têm uma vida e um Pai, basta amar, respeitar e ser grato, tanto pela grande família terrena, como também, pela casa celestial, que jamais nos abandona, pois vivemos sob sua eterna e sublime proteção. 

Sonhar alegre


Neste momento, chego a conclusão que não consigo mudar, por mais que eu empenhe meus esforços, tudo é em vão. Busco, incessantemente, paz em mim ou em algo/alguém, que me traga de volta as boas sensações do passado. Sinto-me pouco a vontade em qualquer lugar, é como se quisessem chamar minha atenção, mas não compreendo, não tenho ideia do motivo pelo qual, assombram meus pensamentos.
É como apoiar-se em um tronco de árvore que flutua no mar, pois, por mais que se esteja agarrado a ele, continua-se a deriva, esperando pela salvação.
Tenho a impressão de que não consigo sustentar uma amizade, não consigo que, boa parte das pessoas, fique comigo sem me magoar ou me atingir de alguma forma, e esse é um erro meu! Por que esperar tanto? Por que analisar tudo o que acontece, até mesmo antes que aconteça? Eu não deixo o mundo girar, sinto uma necessidade irritante de controlá-lo, de saber o que me espera...
Sigo tomada por uma ansiedade nostálgica e de grandes magnitudes, que interfere em minha vida, de forma que nada mais é como antes.
Anseio por um jardim florido que me acolha em meio ao seu colorido e afaste de mim o cinza que empalidece meu sorriso. Preciso que a cor retorne ao meu olhar, para que eu volte a ver tudo de belo que me cerca. Não sou ingrata com a vida, mas me perdi em seus caminhos.
Preciso de alguém para conversar agora, preciso de uma folha imensa, em forma de rede, que o vento embale até que eu durma ao som da sua voz, quero fechar os olhos, ter um sonho bom e acordar feliz, feliz para sempre.

Certos lugares, perfumes, cenas, imagens... me remetem a algo que não consigo explicar. Uma memória que não é minha.